pickles are just
cucumbers soaked in evil

this is in spanish when you read it

o outro
o orkut
o fotolog

reinassance

 stalking

bleh!

 

maio 14, 2006 abril 22, 2006 abril 16, 2006 abril 13, 2006 abril 02, 2006Mui Hermanos You DON'T look so good on the dancefloor Coelhinho tarado A blast from the past Untitled

Vejo com interesse e curiosidade a política de estatização do presidente boliviano Evo Morales e do seu padrinho venezuelano Hugo Chávez. Interesse, porque, com o mundo (o terceiro, principalmente) já mergulhado no tsunami neoliberal do início dos anos 90 é, no mínimo, intrigante ver uma voz (ou duas?) ir contra a corrente. E, curiosidade, devido a tentativa suicida de nacionalização do gás em um país onde a economia é ditada pela Petrobrás. A empresa imperialista brasileira (quem diria, hein?) dá à Bolívia 18% de seu PIB.

A América do Sul vive uma nova fase. Hugo Chávez, Evo Morales, Michele Bachelet são algumas das personalidades que contribuirão para que a América do Sul seja vista daqui pra frente como uma área politicamente divergente. Devido ao fato de grande parte dos seus presidentes terem sido influenciados por ideologias políticas que vão contra os interesses capitalistas disfarçados de investimento e desenvolvimento no continente.

O Mercosul vai virar uma piada e Bolívar vai ter seu nome apagado dos livros de história.



Okay.

Alguém ainda duvida que de todas as bandas que seguem o estilo rock alternativo que aparecem todos os dias (até porque ser alternativo agora tá na moda) o Arctic Monkeys foi a mais inteligente? Principalmente porque essas bandas alternativas fazem música para os críticos. E o Arctic Monkeys fez o oposto. Fez música para pessoas que estão na internet em busca de novas músicas (que ninguém tenha, de preferência) para colocarem nos seus Ipods e que descobriram o rock alternativo vendo The OC. Aqui o hype não foi construído pela imprensa e, sim, por essas pessoas.

Um puta tapa na cara da alta burguesia fonográfica que está vendo o feitiço virar contra o feiticeiro. A internet, antes vilã da já decadente indústria fonográfica, passa a ser usada com maestria pelas pequenas gravadoras. Tem servido como uma peneira de possíveis boas bandas.

"Whatever people say I'm, That's what I'm not" não é um album ruim, mas também não é bom. O hype é tanto que a pior música do album estacionou nas paradas britânicas. Estou falando de "I bet you look good on the dancefloor". "Mardy Bum" é, de longe, a melhor do album. Me lembrou dos Libertines. Aliás, se eles adotassem o estilo de "Mardy Bum" como o estilo do album eles teriam um masterpiece, com certeza.

"Whatever people say I'm, That's what I'm not" deve fazer parte de algumas listas de melhores albuns do ano, mas ainda é um album raso e muito inocente na minha opinião. E o pior: foi parar no mainstream. E mainstream é a antítese do alternativo.

Há muito tempo a Páscoa deixou de ter um sentido religioso e passou a ter sentido só para as fábricas de chocolate. Prova disso foi na última quarta-feira, quando minha paciência foi testada em uma fila mais longa que a fila do INSS só para comprar quatro barras de chocolate nas Lojas Americanas.

Eram tantas cestas e carrinhos repletos de ovos, coelhinhos de chocolate e colombas que eu tive um pseudo conflito-chocólatra existencial enquanto eu estava na fila. De onde vem tanto chocolate? Para onde vai? O que eles fazem com os ovos encalhados? Mandam de volta para a fábrica? Guardam para a Páscoa do ano que vem? Fazem uma rifa? Não sei. Só sei que viajei pensando nisso e nem assim a fila andava mais rápido.

Uma fila gigantesca por quatro barras de chocolate? É que não era qualquer chocolate. Hershey's chocolate 'n' cookies (que na minha opinião é uma as melhores invenções já feitas pelo homem) por R$2,99 é um achado.

"O cidadão vai nas Lojas Americanas e se sente numa suruba: mal entra na loja e já vai logo levando um ovo na cara."
Agamenon, segundo caderno do Globo.

A coluna da Martha Medeiros na Revista do Globo de hoje também está imperdível.

Um dia desses eu tive a chance de ver, novamente, o documentário "Surplus" (Dir: Erick Gandini/2003) na faculdade. O documentário disseca a estupidez da filha da putagem capitalista e prega o anticonsumismo. O mesmo anticonsumismo que um dia eu preguei em paredes imaginárias de revoluções que nunca saíram do papel. Mas, eu não sei por que isso ainda me toca, me comove, me morde, me culpa. Talvez seja pelo fato de eu ter brigado com Marx e seus pupilos e ter iniciado uma amizade com a publicidade e propaganda pela sobrevivência do meu ego em um possível futuro onde eu possa comemorar meu aniversário de 30 anos longe da casa dos meus pais, financeiramente independente, com prêmios de festivais de publicidade na estante, rodeada de amigos e vivendo a sorte de um amor tranquilo em um apartamento onde a vista da janela do meu quarto seja o mar.

Talvez, nada disso aconteça. Tudo muito perfeito para alguém que tem Murphy como alter-ego. Mas vou fazer de tudo para que, pelo menos, a minha revolução saia do papel.

Rilo Kiley = Portions for foxes

Eu sempre achei que a grande diferença entre as universidades particulares e públicas estavam no seu corpo discente. Hoje eu tenho certeza.

Estou no primeiro período de publicidade e propaganda em uma universidade particular aqui no Rio. Lá, conto com uma ótima infra-estrutura: bibliotecas, laboratório de informática equipado com os softwares mais recentes, laboratório de Machintosh para as aulas de design gráfico e criação, uma ilha de edição para a galera da produção, além de uma agência de publicidade modelo na qual estou estagiando. Parece tudo perfeito, mas só até entrar na sala de aula onde tenho que ouvir coisas terríveis como: "Professor, quem foi Nietzsche?", "Professora, eu nunca soube quando é objeto direto ou indireto.", "Quem(?) é o CONAR?", "O que é uma peça all-type?". Além de outras coisas bizarras. Fico me perguntando como que pessoas como essas tem coragem de entrar em uma faculdade de comunicação. É revoltante e engraçado ao mesmo tempo.

Por outro lado, também estou no primeiro período de geografia na UERJ. Onde vivo o oposto da situação acima. Enquanto os laboratórios de hidrologia e análise de solos estão desabando (assim como a estrutura do prédio), a xerox vive quebrada e assaltos ocorrem a qualquer momento dentro do campus, dentro das salas de aula eu tenho contato com uma galera extremamente politizada que discute Milton Santos e Yves Lacoste sem medo de dizer o que pensa para o professor.

Devo trancar a faculdade de geografia no segundo semestre. A paixão pela publicidade sempre falou mais alto. Mas vou começar a anotar as perguntas idiotas para ter do que rir nos momento de tédio.